Aumento de impostos é aprovado com a rejeição da Bancada do NOVO

Após uma sessão que durou cerca de oito horas e contou com diversas discussões, a Assembleia Legislativa aprovou nesta terça-feira (22/12) – por 28 votos a 25 – o projeto de aumento do ICMS. Conforme a proposta, a alíquota de combustíveis, energia e telecomunicações continuará no patamar de 30% em 2021. Os deputados Fábio Ostermann e Giuseppe Riesgo se manifestaram contra em inúmeras ocasiões e votaram contra o PL 246/2020.

Durante a votação, o governo Eduardo Leite fechou acordo para obter os votos do PT, que impôs uma condicionante: a destinação de recursos para a vacina da covid-19. Em diversas oportunidades, Ostermann e Riesgo denunciaram na tribuna a demagogia da posição.

“Às vésperas do Natal, a Assembleia entregou mais um presente de grego para a população. Vamos seguir tendo o ICMS mais alto da região Sul. A emenda do PT não teve cabimento, pois a vacina para a COVID-19 virá de recursos e de um provimento logístico federal”, atacou Fábio Ostermann.

Na mesma linha, Giuseppe Riesgo também fez duras críticas ao fato do governo ter acatado emenda da bancada do PT, que é sempre contra o corte de gastos, de acordo com o deputado. “O texto tem justificativa ideológica. Esta emenda pisou em cima dos governos de Eduardo Leite e de José Ivo Sartori e ainda aumenta impostos por mais um ano. O PT sambou na cara do PSDB e do MDB.”